O líder faz perguntas!

Liderar é orquestrar um encontro entre almas.

Liderança é a arte e a ciência de influenciar pessoas, despertando seu potencial latente para trabalhar em alta performance, a fim de que conquistem metas pessoais e profissionais, motivando-se, transcendendo resultados com qualidade e vivenciando ambientes prazerosos e eficazes.

Sob esse enfoque, o líder tem que ter um propósito de vida bem claro: servir. É por meio do serviço, que a pessoa em função de liderança consegue suprir as necessidades de sua equipe em momentos específicos. É mister ainda lembrar que servir significa doar-se, dirigir sua atenção e energia em prol de um indivíduo ou de um grupo na conquista de objetivos comuns.


Um dos serviços mais relevantes a que o líder deve se dedicar diz respeito à formação de novas lideranças dentre seus liderados. Nesse caso, inspirar significará iluminar o espírito servidor de cada integrante da equipe. Eis uma tarefa gratificante, que faz sorrir a alma gentil de quem lidera.


É importante também lembrar que todas as ações até aqui mencionadas demandam presença física e emocional de quem se dispõe a influenciar as pessoas. É propriamente a carga energética concentrada do líder que será o combustível de sua obra transformadora.


Fisiologicamente, portanto, é imprescindível que o líder mantenha-se ativo, saudável, qualitativamente revigorado a cada novo dia. Por outro lado, em termos emocionais, é igualmente importante a manutenção de pensamentos positivos, realmente otimistas, plasmados por intenções boas, intensas, servidoras, livres de crenças limitadoras, que usualmente são sugeridas por pessoas que não pactuam dos mesmos ideais nobres de quem lidera.


Em outras palavras, faz-se necessário que o líder transcenda seu próprio "Eu", estendendo sua identidade humana à contribuição social que ele/ela tem o poder de realizar integralmente. E como conseguir e manter esse desempenho?


Desafie-se todos os dias! Analogamente, desafie seus liderados.


Sob a ótica da tríade Ser - Saber - Fazer, que permeia a essência de todo líder, cumpre lembrar que sendo autêntico, justo e sereno, este condutor de almas irá certamente angariar a admiração e a confiança da equipe. Do mesmo modo, pode-se afirmar que, quanto mais competente, mais confiante se é, e vice-versa. Portanto, é preciso crescer continuamente, buscar um aprendizado desafiador novo, seja por meio do saber, do aprender, seja por meio da prática, da repetição constante do fazer, da busca da maestria em seu métier.


Em qualquer que seja seu campo de atuação, seja o melhor. Isso refletirá diretamente a produtividade do líder: qual a missão de cada novo dia? Qual o foco para hoje? Que meta(s) atingir?


Somando a essas atitudes um desejo ardente de ajudar, de motivar seus liderados para o crescimento, estará o líder persuadindo, exalando altos níveis sustentáveis de influência, haja vista que estará doando seu coração a uma causa humanística: apoiando pessoas em busca de seu desenvolvimento pessoal e profissional, o que, indubitavelmente, terá por consequência o crescimento do grupo a que pertencem.


E a que se resume tudo que foi mencionado até aqui?


Alta performance: conquista de metas com sinergia, em ambiente de trabalho prazeroso, transcendendo resultados com qualidade, ao mesmo tempo em que se obtém o aprimoramento pessoal e profissional, coletivo e individual! Porém, ninguém vence sozinho. Eis por que todos precisamos de apoio, mesmo em equipe. Quantos conjuntos de talentos individuais já não vimos fracassar, não é mesmo?


No caso do líder, um coach se constitui em excelente ponte, para que palmilhe o caminho do sucesso. Um profissional de coaching experiente certamente apoiará o líder na manutenção de seu foco, desafiando-o constantemente acerca do que este servidor de almas realmente quer para si e para sua equipe, expandindo suas opções de escolha, seu jeito prazeroso de trabalhar, de fazer sempre com amor o que sua posição exige: liderar!


Nesse sentido, o coach, seja ele executivo ou não, mas capacitado por uma sólida formação e pela excelência da repetição, irá apoiar o líder a observar e a aprimorar seus comportamentos, que moldam ações e consequentes resultados.


Toda ação é precedida por pensamentos. Logo, ao trabalhar no modo de pensar do líder, o coach estará ajustando comportamentos e alta performance da liderança.


Vale ressaltar, por exemplo, que o compromisso é a centelha, que molda e coordena todas as atitudes humanas. Deve ser, por conseguinte, o estado interno permanente do líder, uma vez que representa o ato gerador da conversa, da persuasão. O mais importante não é o que é dito, mas como os liderados escutam o que é dito, quando percebem motivação, entusiasmo, energia! O líder tem que acreditar no que ele mesmo diz. Mais do que isso, tem que complementar sua fala com o exemplo vivo dele mesmo. Os liderados serão sempre o reflexo do espelho representado por seu líder. Este inspira e angaria admiração; é exemplo de suas falas. O chefe, por outro lado, apenas guia algumas pessoas: não chefie; lidere!


Gerada a centelha de ignição, o bom coach irá apoiar o líder a incrementar seu nível de conversação com a equipe. Os resultados se originam do diálogo, e este tem início na escuta atenta das falas e das emoções que os liderados exprimem em sua vida diária. Saber ouvir é arte fundamental para o exercício da liderança!


Outra atitude de grande importância diz respeito ao cuidado que o líder deve dirigir a seus liderados. Cuidar, sob o prisma da liderança, significa cultivar: desde boas amizades, até servidores leais, altamente motivados e eficazes, com gráficos de produtividade elevados, diretamente proporcionais ao nível de atenção que recebem de seu líder. Seja humano, lidere pelo coração.


Exemplificando tais comportamentos cuidadosos, é bom lembrar do elogio em público, e da contrapartida – chamada de atenção – em reservado, sempre que possível. Enquadram-se aqui, também, o reconhecimento de erros por parte do líder, sua gratidão pelo trabalho e devoção dos liderados, bem como uma preocupação constante e genuína do líder pelo bem-estar e realização pessoal e profissional de seus colaboradores.


Outro ponto a ser trabalhado pelo coach junto ao líder é a necessidade de conexão, inerente a toda e qualquer interação entre seres humanos. Essa conectividade de almas produz uma egrégora específica, que permite o contato entre redes neurais afins, num afluxo energético sintonizado e sincronizado entre líder e liderados. É o que acontece quando se diz que houve empatia, comunicação verbal e também não verbalizada.


Permita-se aqui um pequeno momento de digressão, para somar à psicodinâmica da liderança a importância do processo quase que terapêutico, regenerativo e multiplicador do sorriso. Sorrir abre portas, corações e mentes, quer de líderes, quer de liderados.


Retomando a questão do coaching, em um trabalho bem feito pelo coach, gera-se o desenvolvimento ecológico, quando o líder tem condições de praticar, com o tempo, o autocoaching, o apoiar-se a si mesmo, num continuum de desenvolvimento mental.


Esse processo, obviamente, vai ao encontro do autoconhecimento, da tomada de consciência do líder – tanto interna quanto periférica – como ser humano integral. Reporta-se aqui à época dos gregos, em especial, do inscrito no Templo de Delfos: Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses. Mais especificamente, pode-se alinhar essas ideias à necessidade de o líder desenvolver sua inteligência emocional, a maneira como se relaciona consigo mesmo e com seus liderados, como controla suas emoções e reações. Conquistando tal sabedoria, o líder estará especialmente apto a liderar com maestria, sob verdadeiro influxo de alta performance.


Atingido este patamar, o líder poderá atuar como coach de seus próprios liderados, numa abordagem conhecida como leader coach.


Sob tal perspectiva, o líder estará operando efetivamente como agente de mudanças, polo transmutador de energias intrínsecas e extrínsecas.


Retomando a Grécia Antiga, pode-se recordar a gênese desse processo de transformações no método Socrático de fazer perguntas, a maiuêutica, que consistia em formular indagações e analisar as respostas, de maneira sucessiva, de modo a perscrutar o íntimo das pessoas, onde se encontram as respostas para todos os questionamentos da vida.


Com base nessa metodologia, o leader coach tem condições de explorar o vasto mundo interior de seus liderados, mobilizando energias, extraindo de seu próprio saber (que este mesmo desconhece) os recursos necessários para sua transformação, por meio da reflexão crítica e da compreensão da verdade de cada um.


A dialética, ou sequência lógica de perguntas, que irá exponencializar a descoberta do caminho pelos próprios liderados, pode iniciar com uma pergunta simples, à primeira vista, mas de significado profundo para o autoconhecimento: "O que você quer?" Essa interrogação induz o liderado à manutenção do foco no que realmente é importante, ou seja, ele aponta para si mesmo o caminho que quer seguir, em prol do bem da equipe e de si próprio.


Seguem-se mais e mais perguntas, com o intuito de expandir a consciência, o leque de opções e o encorajamento das escolhas por parte da equipe, até que seja tomada a melhor decisão, sempre sob responsabilidade dos liderados, e com vistas ao aprimoramento do grupo. Em última análise, todos estarão produzindo sob alta performance, obtendo resultados extraordinários.


E, como dica, para você, leader coach, pergunte a cada nova resposta de seus liderados: "E o que mais?" Com isso, estimula-se a mente a pensar, a refletir, a promover novas conexões neurais, a buscar e a encontrar em seu íntimo mais profundo a verdadeira e derradeira resposta, aquela que leva à conquista de metas pessoais e profissionais, à felicidade.


Concluindo, pois, o coaching tem muito a oferecer ao líder, seja para sua própria senda evolutiva, como pessoa e como profissional, seja para sua equipe de liderados, por meio da estimulação ao desempenho em alta performance de equipes e indivíduos, cujas almas se encontram sob a regência de um líder que também é coach.

Ândrei Clauhs - FRC - 32°

Master Coach - Vice-Presidente do Grupo Coach

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